5 de janeiro de 2016

PMDG 737 Tutorial - Overhead Panel


FONIA

Na aviação é utilizado o Alfabeto Fonético. Ele é diferente do alfabeto que conhecemos e é  de extrema importância, pois evita que os pilotos confundam letras semelhantes. Parece um erro pequeno, mas confundir uma letra pode ser um erro fatal. Por exemplo: B e P são muito semelhantes, mas no alfabeto fonético elas seriam lidas da seguinte maneira: BRAVO e PAPA. Percebe a diferença?

Abaixo está o alfabeto fonético:


O mesmo ocorre com os números. Os únicos que tem nome diferenciado são o 1 e o 6. Quando o número é composto, ele é falado de um número de cada vez. Por exemplo: 126 se fala "uno dois meia."
  • 1-     Uno
  • 2-     Dois
  • 3-     Três
  • 4-     Quatro
  • 5-     Cinco
  • 6-     Meia
  • 7-     Sete
  • 8-     Oito
  • 9-     Nove
  • 10-  Uno zero
  • 11-  Uno uno
  • 12-  Uno dois
  • 13-  Uno três
  • 14-  Uno quatro
  • 15-  Uno cinco
  • 16-  Uno meia
  • 17-  Uno sete
  • 18-  Uno oito
  • 19-  Uno nove
  • 20-  Dois zero


Exemplo: Se o seu voo é PT-GAZ 3016, você deverá falar Papa Tango Golf Alpha Zulu Três Zero Uno Meia.

30 de março de 2015

Gelo

A formação de gelo pode ocorrer nas asas, nos tubos de pitot, no carburador ou até mesmo nas pás da hélice. Caso ocorra nas asas, haverá uma alteração no formato das mesmas, alterando também o fluxo de ar. Isso vai fazer com que haja uma diminuição da sustentação, fazendo o avião ficar mais sucetível à um stall. Se formar gelo nos tubos de pitot, os orifícios que medem a pressão do ar vão ficar obstruídos, mandando informações erradas de velocidade aos pilotos, ou até mesmo nenhuma informação. Gelo no carburador ocasiona em perda de potência e pode causar uma parada completa do motor.
Para evitar a formação de gelo, sistemas anti-gelo devem ser ligados, que aquecem partes mais vulneráveis para formação do mesmo. Temos como exemplo o Pitor Heat (que aquece o tubo de pitot) e o Carb Heat (que utiliza ar quente no carburador para evitar formação de gelo).

Ventos

Há três tipos diferentes de vento que você pode encontrar num voo, além de outros fenômenos meteorológicos. São eles:

VENTO DE PROA: um vento que vem de frente com o seu avião. Durante uma decolagem com o vento de proa, você percorrerá uma parte menor da pista em menos tempo.

VENTO DE CAUDA: um vento que segue a mesma direção que o seu avião. Este vento é muito perigoso durante pousos e decolagens, onde a aeronave está em baixa velocidade, pois ele diminui a sustentação. Decolagens e pousos com vento de cauda devem ser evitados ao máximo.

VENTO DE TRAVÉS: vento lateral que deixa seu avião "torto" em relação à sua trajetória (chamado de deriva). Para minimizar este problema, você utilizará o leme para corrigir a deriva. Durante pousos e decolagens com vento de través, usa-se também aileron na direção do vento para minimizar os efeitos do mesmo. 

TESOURA DE VENTO (WINDSHEAR): é uma súbita mudança na velocidade, na direção ou na combinação desses dois fatores do vento, reduzindo drasticamente a sustentação. Deve ser sempre evitado.

MICROBURST: uma forte rajada de vento descendente que, ao chegar ao solo, se “espalha” para os lados. Ele é muito perigoso, pois pega o piloto de surpresa: primeiro o piloto se depara com um vento de proa muito forte. Isso vai aumentar a velocidade do avião e fazer o piloto diminuir a potência dos motores. Depois, ele encontra uma forte rajada de vento descendente, fazendo o avião perder altitude bruscamente. O golpe final é um forte vento de cauda, que diminui drasticamente a sustentação. É um fenômeno extremamente perigoso (principalmente durante pousos e decolagens) e não é indentificado pelos radares.

Nuvens

Há quatro tipos diferentes de nuvens, cada uma com suas características. São elas:

CIRRUS: são nuvens bem finas formadas por cristais de gelo que ficam em altas altitudes. Indicam ventos fortes em altas altitudes.

CUMULUS: são nuvens que parecem um algodão. Essas nuvens possuem um desenvolvimento vertical maior que o horizontal e, ao passar por uma delas, você vai encontrar um pouco de turbulência. Indicam uma atmosfere instável. Formadas por gotículas de água.

STRATUS: são nuvens que possuem um desenvolvimento horizontal maior que o vertical. Elas são responsáveis pela garoa e você praticamente não encontrará turbulência ao passar por uma delas. Indicam uma atmosfera estável. Formadas por gotículas de água.

CUMULONINBUS: a mais perigosa nuvem que existe na aviação. Possui um grande desenvolvimento vertical, que pode chegar facilmente até os níveis de voo de aeronaves comerciais (passar por cima não é uma opção). Nela há granizo, chuva, turbulência, gelo, relâmpagos e correntes de ar ascendentes e descendentes. Ou seja, as chances de você sair do outro lado ileso são muito pequenas. Você SEMPRE deve evitar essa nuvem. Formadas por água e gelo.


29 de dezembro de 2014

Cockpit


1- manche: utilizado para virar, subir ou descer o avião. Alguns aviões possuem o sidestick, que são semelhantes a joysticks.

2- manetes: controlam a velocidade do avião. Para frente aceleram e para trás desaceleram. Os manetes possuem a posição TO/GA, que significa aceleração máxima, e a posição IDLE, que significa ponto morto, onde o motor não gera mais força de empuxo. O reverso também é ativado através dos manetes.

3- alavanca do spoiler: uma alavanca que abre e fecha os spoilers. É também através dela que você vai armar os spoilers. Quando o spoiler é armado, ele é ativado automaticamente quando o avião toca o solo durante o pouso.

4- alavanca do flap: alavanca que estende ou recolhe os flaps.

5- PFD: nessa tela (chamada de Primary Flight Display) é mostrado o horizonte artificial, a velocidade, a altitude e a proa.


6- motores: mostra informações dos motores (pressão do óleo, combustível, temperatura, etc.).



7- alavanca do trem de pouso: alavanca que estende e recolhe o trem de pouso. Luzes verdes indicam que o trem de pouso está estendido, luzes desligadas significam que o trem de pouso está recolhido.

8- posição dos flaps: mostra em que nível estão os flaps (5, 10, 15, 20, 25, 30 ou 40).

9- autobrake: freios automáticos que são acionados automaticamente quando o avião toca o solo. Os níveis existentes são RTO, 1, 2, 3 e MÁX. Quanto maior o nível, maior será a intensidade do freio e mais rápido o avião vai parar. O RTO é utilizado apenas durante a decolagem, e é acionado caso seja necessário abortá-la.


10- pilotos automáticos: nessa área estão localizados os pilotos automáticos onde você vai programar altitude, velocidade, proa, etc.

- Auto Throttle: sistema de velocidade automático;
- Heading Select: mantém a proa programada pelo piloto;
- Approach: sistema de aproximação automática;
- Indicated Air Speed Select: mantém a velocidade programada pelo piloto;
- Mach: mostra a velocidade em Mach (uma unidade de medida - no avião há duas: nós e mach);
- Altitude Select: mantém a altitude programada pelo piloto.

11- luzes: luzes do avião (luz de taxi, luz de pouso, luz da cabine, etc.).

12- aviso de segurança: botão onde você liga e desliga os avisos de apertar os cintos e não fumar.

13- pedais: são utilizados para acionar o freio (quando pressionado) ou o leme (virando-os).

14- bússola magnética: é a bússola magnética utilizada pelos pilotos para se orientarem.

15- relógio: relógio para os pilotos verem a hora e data.

16- MFD: Multi Function Display, tela que mostrará informações de rota, proa, outras aeronaves, distância até o destino, alertas de terreno e de tempestades, etc.


OBS.: Os círculos verdes no painel são aparelhos de backup, caso os digitais parem de funcionar.

22 de outubro de 2014

Luzes


As luzes de navegação são luzes que ficam na ponta das asas e possuem duas cores: verde (na asa direita) e vermelha (na asa esquerda). Essas luzes servem para indicar em qual sentido o avião está indo em relação a outro. Por exemplo, se você estiver pilotando e ver um avião e a luz vermelha está no lado direito e a verde no lado esquerdo, significa que o avião está indo na sua direção, mas se for ao contrário então o avião está seguindo a mesma direção que você.

Também existem as luzes anti-colisão, ou beacon lights, que são luzes vermelhas intermitentes que servem para indicar ao pessoal de solo cuidado, pois a aeronave está em operação ou pronto para entrar em operação. Ligadas logo antes de acionar o motor até o corte do mesmo.

Há também as Strobe Lights, ou luzes estroboscópicas, que são luzes brancas que ficam na ponta das asas, ao lado das luzes de navegação. Elas são parecidas com um flash e podem ser vistas à distância. Normalmente utilizadas apenas durante o voo e não em solo.

As Logo Lights apenas iluminam a cauda do avião para que o logotipo da empresa aérea fique visível.

Também há as luzes de pouso, que são ligadas quando o avião vai pousar e decolar (mesmo se for dia).

E, por fim, as luzes de taxi, que servem para que o piloto veja melhor por onde ele está taxiando.

Rádio e Transponder

Você utiliza o rádio para se comunicar com os controladores de voo e ouvir mensagens. Do lado direito você coloca a frequência em standby, e ao apertar um botão, essa frequência vai passar para o lado esquerdo como ativa. Por exemplo, nessa imagem a frequência em standby do COM1 é 121.90 e a frequência ativa é 119.10. O botão entre essas duas frequências é o botão que passa a frequência de standby para ativa. 

Próxima ao rádio fica o transponder. O transponder vai passar ao controlador de voo algumas informações sobre o seu avião que irão aparecer no radar. É muito importante estar ligado no voo para que o controlador de voo e os outros aviões possam localizar você. Ele possui 4 modos: off, standby (o transponder não envia informações ao controlador ou às outras aeronaves), ON (ou modo A, indicando apenas um ponto no radar do controlador) e ALT (ou modo C, indicando um ponto e sua altitude para o controlador). Na grande maioria dos voos o modo C é utilizado, estando sempre ativo quando fora de solo. Em solo utiliza-se standby. Existem também códigos de alerta pré-definidos. São eles:

7500 - sequestro
7600 - falha de comunicação
7700 - emergência


Giro direcional

Esse instrumento indica a proa, ou heading, do avião. Ele pode sofrer alterações durante o voo e por isso é importante sempre corrigí-lo utilizando como referência a bússola magnética.


Turn Coordinator

Esse instrumento indica a velocidade da curva. A bola logo abaixo indica a coordenação da curva, ou seja, se o avião está glissando ou derrapando durante a curva. Esse instrumento auxilia o piloto a fazer uma curva coordenada, que é quando a bola está no meio.


14 de outubro de 2014

Climb

O climb indica a velocidade vertical, ou seja, indica se a aeronave está subindo, descendo ou nivelada. A razão de descida e de subida é indicada em pés por minuto. Se o ponteiro estiver no número dois, ele vai estar descendo ou subindo 2.000 pés por minuto, se estiver no número um, vai estar descendo ou subindo 1.000 pés por minuto e se estiver no número cinco, vai estar descendo ou subindo 500 pés por minuto. Quando o ponteiro estiver à cima do zero, a aeronave estará subindo e quando o ponteiro estiver a baixo do zero, a aeronave estará descendo. Se estiver no zero, significa que a aeronave está nivelada. Para ver se ele é confiável, observe durante a preparação da cabine se ele está indicando zero, pois está no solo.